Bom dia queridos leitores do Terra, hoje, vou escrever sobre um filme que assisti, ontem a noite, e a-do-rei! Levinho, divertido e cheio de boas sacadas. Quem já viu
Simplesmente Complicado? O elenco é bom, roubando a cena, a ótima Meryl Streep, que grande atriz, que carisma, adoro ver filmes com ela. Alec Baldwin faz o papel de ex-marido que tenta reconquistar seu casamento antigo quando o atual, com uma mulher bem mais nova, está em franco declínio.
O gênero é comédia. Afinal de contas nada melhor do que a gente rir de si mesmo, certo? E acredito ser esta mesma a proposta do filme, mostrar situações do cotidiano, da vida e nos fazer gargalhar. A plateia passa boa tempo do filme se divertindo.
Espere encontrar “debates” sobre casamento, divórcio, sexo, homens velhos casados com mulheres jovens, plástica, recomeço, filhos, solidão, amigas e o amor, é claro, o mote da vida. Adoro lembrar de algumas frases do filme, quando um dos filhos questiona os pais quererem voltar depois de 10 anos divorciados dizendo que eles nunca demonstravam uma cena de afeto e romance. E isso me faz lembrar de tantos casais que estão juntos por causa dos filhos e vivem como amigos e o pior, não “ensinam” para os filhos o que pode e deve ser uma verdadeira relação entre homem e mulher.
É impressionante ver o quanto o estar apaixonado e sexo feito com quem se gosta possa reproduzir euforia e sentimentos de intenso prazer onde a pessoa simplesmente está mais bonita e radiante. Este tal de amor, de estar apaixonado é realmente a melhor droga que uma pessoa possa ter.
Gosto da maneira como o “ser amante” é analisado no filme. Realmente ser “a outra” é um dos papeis mais ingratos que alguém pode escolher para si, longe de moralismos, de certos ou errados, analisando friamente se pode preceber que não tá com nada esperar pelas lacunas e tempos livres do outro, como mostra a cena em que ela se arruma, prepara o jantar preferido dele, monta uma mesa, acende velas e ele não aparece porque a esposa muda os planos e ele não pode sair.
O filme ainda trata dos filhos que crescem e vão para faculdade, da casa grande, de ter que encarar o silêncio e o mais bacana: do quanto nós, seres humanos, precisamos apenas de tempo para nos organizar e se adequar às novas realidades, e esta é uma frase da personagem de Meryl: eu aprendi a viver sem meu marido, divorciada, sozinha e sou feliz. Nunca acreditei tanto nesta afirmação. E me pergunto porque está busca incessante de ter alguém, de ser feliz apenas se acompanhada. Acho que todos os estados civis valem a pena e têm prós e contrás, coisas boas e ruins.
O “para sempre” deveria significar “enquanto formos felizes” e o ter alguém não precisa vir acompanhado de um cargo fixo. Entendem?
Gosto da maneira como o filme mostra de quem tem 50 anos para cima, que o sexo faz parte da vida de pessoas mais velhas tanto quanto das mais novas e que a mulher, inclusive, atinge sua plenitude quando justamente está livre e pode viver sem tabus e regras.
O filme é realmente um belo passeio pelas relações, cheio de situações para rirmos sem reservas. Deixamos a sala de cinema leves. Ser feliz é uma possibilidade absolutamente real e possível, basta termos a sorte e benção de termos sáude e estarmos vivos. Pense como esta condição é um presente!